{"id":8446,"date":"2024-04-10T14:35:00","date_gmt":"2024-04-10T14:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/endometriose-fisioterapia-pelvica-2\/"},"modified":"2024-04-10T14:35:00","modified_gmt":"2024-04-10T14:35:00","slug":"endometriose-fisioterapia-pelvica-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/endometriose-fisioterapia-pelvica-2\/","title":{"rendered":"Endometriose: o que \u00e9? Como se manifesta? Como pode a Fisioterapia P\u00e9lvica ajudar?"},"content":{"rendered":"<p>A endometriose \u00e9 uma doen\u00e7a que afeta uma em cada 10 mulheres em idade f\u00e9rtil em todo o mundo, tendo assim uma alta preval\u00eancia na nossa sociedade.<\/p>\n<p>\u00c9 uma doen\u00e7a inflamat\u00f3ria, cr\u00f3nica e estrog\u00e9nio-dependente e, por isso, afeta mais as mulheres em idade reprodutiva (1,2, 3). A queixa mais comum na endometriose \u00e9 a dor, sendo que 80% das mulheres apresentam a dor como principal sintoma (1,2). Esta pode ser expressa de diferentes maneiras, dependendo da localiza\u00e7\u00e3o e \u00f3rg\u00e3os envolvidos (1,2).<\/p>\n<p>A endometriose n\u00e3o se cinge \u00e0 zona p\u00e9lvica (ligamentos, ov\u00e1rios, trompas, bexiga, reto) apesar de ser mais prevalente, e pode ser encontrada em outras estruturas e \u00f3rg\u00e3os como os pulm\u00f5es (2). Quando as placas de endometriose se situam dentro das paredes musculares do \u00fatero assume a designa\u00e7\u00e3o de Adenominose. Mulheres com endometriose podem ser assintom\u00e1ticas ou apresentar queixas (2), e estima-se ainda que afete 50% de mulheres com infertilidade (1,2).<\/p>\n<p><strong>Sinais e sintomas<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Dor Menstrual forte ou incapacitante<\/li>\n<li>Ovula\u00e7\u00e3o dolorosa<\/li>\n<li>Hemorragias \/ sangramento abundante<\/li>\n<li>Dor na rela\u00e7\u00e3o sexual<\/li>\n<li>Dor na evacua\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Dor ao urinar<\/li>\n<li>Dor abdominal<\/li>\n<li>Dor inguinal<\/li>\n<li>Dor p\u00e9lvica cr\u00f3nica<\/li>\n<li>Fadiga<\/li>\n<li>Dor lombar<\/li>\n<li>Dor tor\u00e1cica<\/li>\n<li>Infertilidade ou dificuldade em engravidar<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tratamento<\/strong><\/p>\n<p>Sendo uma doen\u00e7a cr\u00f3nica inflamat\u00f3ria, os tratamentos t\u00eam como objetivo aliviar a gravidade dos sintomas e melhorar a qualidade de vida das mulheres com endometriose. O tipo de tratamento e a abordagem a adotar dever\u00e1 ter em conta cada caso, a avalia\u00e7\u00e3o previamente realizada, os objetivos da paciente e parecer m\u00e9dico (2,3).<\/p>\n<ul>\n<li>Terapia hormonal<\/li>\n<li>Cirurgia<\/li>\n<li>Medicina Integrativa<\/li>\n<li>Nutri\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Fisioterapia P\u00e9lvica<\/li>\n<li>Psicologia<\/li>\n<li>Implementa\u00e7\u00e3o de rotinas e h\u00e1bitos de vida saud\u00e1veis como o exerc\u00edcio f\u00edsico, alimenta\u00e7\u00e3o etc\u2026<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Como pode a Fisioterapia P\u00e9lvica ajudar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>A interven\u00e7\u00e3o da Fisioterapia P\u00e9lvica ir\u00e1 ajudar nos sintomas que adv\u00eam da endometriose, como a dor.<\/p>\n<p>Na endometriose, podem ser encontradas altera\u00e7\u00f5es na fun\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria, ano retal e sexual em resposta a um ciclo de \u201cdor-tens\u00e3o-dor\u201d.<\/p>\n<p>Este ciclo de dor-tens\u00e3o-dor acontece quando h\u00e1 uma dor e, como \u201cdefesa\u201d a essa dor, haver\u00e1 uma resposta de maior contra\u00e7\u00e3o, aumentando a tens\u00e3o muscular nos m\u00fasculos da regi\u00e3o p\u00e9lvica. Este ciclo acaba por originar mais dor tendo em conta a liga\u00e7\u00e3o da dor ao aumento de tens\u00e3o muscular.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-6844 aligncenter\" src=\"https:\/\/osteoperformance.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/DSC02070-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/osteoperformance.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/DSC02070-200x300.jpg 200w, https:\/\/osteoperformance.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/DSC02070-683x1024.jpg 683w, https:\/\/osteoperformance.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/DSC02070-768x1152.jpg 768w, https:\/\/osteoperformance.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/DSC02070-scaled.jpg 1707w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/p>\n<p><strong>Estes m\u00fasculos v\u00e3o agora \u201cgravar\u201d uma mem\u00f3ria dessa dor que precisa de ser apagada.<\/strong> <strong>\u00a0Nestes casos, a Fisioterapia vai ser importante para quebrar este ciclo de \u201cdor-tens\u00e3o-dor\u201d que \u00e9 conseguido atrav\u00e9s da liberta\u00e7\u00e3o da tens\u00e3o da musculatura, promovendo o seu relaxamento.<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 frequente em condi\u00e7\u00f5es de dor p\u00e9lvica cr\u00f3nica, como \u00e9 o caso da endometriose, existir excesso de tens\u00e3o muscular nos m\u00fasculos p\u00e9lvicos, nos m\u00fasculos do pavimento p\u00e9lvico, nos abdominais, nos paravertebrais e em outros m\u00fasculos pr\u00f3ximos da regi\u00e3o p\u00e9lvica (4,5,6). A Fisioterapia vai ent\u00e3o ajudar no relaxamento das estruturas atrav\u00e9s da terapia manual, diminuindo a sua tens\u00e3o e aumentando a mobilidade dos tecidos (5). Altera\u00e7\u00f5es da mobilidade p\u00e9lvica, posturais e respirat\u00f3rias tamb\u00e9m s\u00e3o comuns em resposta \u00e0 dor sendo estas estruturas tamb\u00e9m parte integrante da interven\u00e7\u00e3o na fisioterapia p\u00e9lvica.<\/p>\n<p><strong>Concluindo<\/strong><\/p>\n<p>A Endometriose \u00e9 uma doen\u00e7a ainda com causa desconhecida apesar de j\u00e1 ser alvo de algumas teorias mas sem uma causa consensual entre os especialistas (2,3).<\/p>\n<p>Sabe-se hoje em dia que tem um grande impacto na sa\u00fade mental e f\u00edsica da mulher afetando a sua vida em todas as vertentes: familiar, social e profissional (1,2). Apesar da sua grande preval\u00eancia, a endometriose ainda se encontra subdiagnosticada.<\/p>\n<p>A abordagem \u00e0 mulher com sinais e sintomas de endometriose dever\u00e1 ser feita com apoio de uma equipa multidisciplinar, e os profissionais de sa\u00fade de primeiro contacto dever\u00e3o estar alerta para esta doen\u00e7a, para as suas manifesta\u00e7\u00f5es, os seus sinais e sintomas para que seja poss\u00edvel encaminhar, ajudar e orientar as mulheres com endometriose.<\/p>\n<p>A dor n\u00e3o deve ser normalizada e \u00e9 dever do profissional de sa\u00fade n\u00e3o desvalorizar e n\u00e3o relativizar.<\/p>\n<p>A Fisioterapia P\u00e9lvica pode ajudar a melhorar a qualidade de vida das mulheres com endometriose, inclusive no pr\u00e9 e p\u00f3s cirurgia tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Existe em Portugal a Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Apoio a Mulheres com Endometriose (<a href=\"http:\/\/www.mulherendo.pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.mulherendo.pt<\/a>), onde poder\u00e1 encontrar todas estas e outras informa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 endometriose.<\/p>\n<p>Consulte a nossa p\u00e1gina web para nos conhecer melhor. Tenha a ajuda de que necessita na Osteo Performance 360\u00ba: <a href=\"http:\/\/www.osteoperformance.pt\">www.osteoperformance.pt.<\/a><\/p>\n<p><strong>Autor:<\/strong><\/p>\n<p>Dr.\u00aa Raquel Jacinto &#8211; Fisioterapeuta especialista em sa\u00fade materno infantil e pelviperineologia<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>(1) Culley, L., Law, C., Hudson, N., Denny, E., Mitchell, H., Baumgarten, M., &amp; Raine-Fenning, N. (2013). The social and psychological impact of endometriosis on women\u2019s lives: a critical narrative review.<em> Human Reproduction Update, 19<\/em>(6), 625-639. doi: 10.1093\/humupd\/dmt027.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>\u00a0(2) N\u00e1cul, A., Spritzer, P., (2010) <em>Current aspects on diagnosis and treatment of endometriosis.<\/em> Rev Bras Ginecol Obstet, 32(6) , 298-307.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>(3) Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Apoio a Mulheres com Endometriose. Consultado em Janeiro de 2021. <a href=\"http:\/\/www.mulherendo.pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>www.mulherendo.pt<\/em><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>(4) \u00a0Baranowski, A.; Abrams, P.; Berger, R.; et al (2012). <em>Classification of chronic pain: descriptions of chronic pain syndromes and definition of pain terms. International Association for the Study of Pain (IASP).<\/em> [Online]. Available: <a href=\"http:\/\/www.iasp-\" target=\"_blank\">www.iasp-<\/a>(5) Engeler, A.P. Baranowski, J. Borovicka, P., et al. (2016). <em>EAU Guidelines on Chronic Pelvic Pain.<\/em>(6) Fitzgerald, CM., Neville, CE., Mallinson, T., et al., (2011). <em>Pelvic floor muscle examination in female chronic pelvic pain<\/em>. J. Reprod. Med. 56, 117-122.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Leia mais sobre o tema atrav\u00e9s dos links:<\/p>\n<p><a class=\"components-external-link editor-post-url__link\" href=\"https:\/\/osteoperformance.pt\/?p=5314\" target=\"_blank\" rel=\"external noreferrer noopener\"><span class=\"editor-post-url__link-prefix\">https:\/\/osteoperformance.pt\/<\/span><span class=\"editor-post-url__link-slug\">visao-nutricional-na-endometriose<\/span><span class=\"editor-post-url__link-suffix\">\/<\/span><span class=\"components-visually-hidden faaf--abd-f-bcfccbdca-0 e19lxcc00\" data-wp-c16t=\"true\" data-wp-component=\"VisuallyHidden\">(abre num novo separador)<\/span><\/a><\/p>\n<p><a class=\"components-external-link editor-post-url__link\" href=\"https:\/\/osteoperformance.pt\/?p=4622\" target=\"_blank\" rel=\"external noreferrer noopener\"><span class=\"editor-post-url__link-prefix\">https:\/\/osteoperformance.pt\/2024\/04\/08\/<\/span><span class=\"editor-post-url__link-slug\">endometriose-fisioterapia-pelvica<\/span><span class=\"editor-post-url__link-suffix\">\/<\/span><span class=\"components-visually-hidden eabf-a-bef-d-dfadacb-0 e19lxcc00\" data-wp-c16t=\"true\" data-wp-component=\"VisuallyHidden\">(abre num novo separador)<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste artigo, relata-se sobre a endometriose: o que \u00e9, e como se manifesta e as abordagens no tratamento, como a fisioterapia p\u00e9lvica.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[7,19,38,1,13],"tags":[33,34,35,36,37,39],"class_list":["post-8446","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","category-fisioterapia","category-fisioterapia-pelvica-publicacoes","category-oste360","category-publicacoes","tag-doenca-cronica-inflamatoria","tag-dor","tag-dor-pelvica","tag-endometriose","tag-fisioterapia-pelvica","tag-mulher"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8446","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8446"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8446\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8446"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8446"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8446"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}