{"id":8453,"date":"2023-06-26T08:35:29","date_gmt":"2023-06-26T08:35:29","guid":{"rendered":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/ja-ouviu-falar-do-diafragma-sabe-qual-a-sua-importancia\/"},"modified":"2023-06-26T08:35:29","modified_gmt":"2023-06-26T08:35:29","slug":"ja-ouviu-falar-do-diafragma-sabe-qual-a-sua-importancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/ja-ouviu-falar-do-diafragma-sabe-qual-a-sua-importancia\/","title":{"rendered":"J\u00e1 ouviu falar do diafragma? Sabe qual a sua import\u00e2ncia?"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]O diafragma \u00e9 uma estrutura m\u00fasculo-tendinosa, com dupla c\u00fapula, que separa a caixa tor\u00e1cica da cavidade abdominal. \u00c9 considerado o principal m\u00fasculo da respira\u00e7\u00e3o, sendo-lhe atribu\u00edda 70 a 75% da fun\u00e7\u00e3o inspirat\u00f3ria e tendo uma elevada capacidade de contra\u00e7\u00e3o, contraindo cerca de 20\u00a0000 vezes ao longo do dia.<\/p>\n<p>Quando as fibras musculares se contraem, o diafragma desce de modo a permitir o aumento do volume da cavidade tor\u00e1cica verticalmente, o que diminui a press\u00e3o intrapulmonar resultando na entrada de ar para os pulm\u00f5es. Quando o diafragma relaxa, sobe, o volume tor\u00e1cico diminui, a press\u00e3o intrapulmonar aumenta e o ar sai dos pulm\u00f5es.<\/p>\n<p><em>Mas a import\u00e2ncia do diafragma n\u00e3o fica por aqui!<\/em><\/p>\n<p>O diafragma respirat\u00f3rio apresenta numerosas conex\u00f5es \u00f3sseas, musculares, neurol\u00f3gicas, fasciais, vasculares e linf\u00e1ticas, cujas fun\u00e7\u00f5es v\u00e3o al\u00e9m da respira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma das conex\u00f5es mais marcantes do diafragma \u00e9 a conex\u00e3o fascial, o diafragma faz parte de uma rede fascial que conecta v\u00e1rias estruturas do corpo, o tend\u00e3o central.<\/p>\n<p>S\u00f3 atrav\u00e9s desta rela\u00e7\u00e3o fascial, o diafragma relaciona-se com estruturas como as meninges e membranas de tens\u00e3o rec\u00edproca que envolvem o sistema nervoso central, a pleura que envolve os pulm\u00f5es, ligamentos importantes para a sustenta\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o e com o pavimento p\u00e9lvico.<\/p>\n<p>Do ponto de vista mais estrutural, o diafragma tem conex\u00f5es com as \u00faltimas costelas, esterno, com as primeiras v\u00e9rtebras lombares e com diferentes grupos musculares. Relaciona-se ainda com as v\u00e9rtebras cervicais C3-C5, respons\u00e1veis pela sua inerva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O diafragma cont\u00e9m ainda os hiatos diafragm\u00e1ticos, ou seja, orif\u00edcios que al\u00e9m de permitirem a passagem do es\u00f3fago, permitem a passagem da veia cava inferior que favorece o retorno venoso do sangue do abd\u00f3men e dos membros inferiores e da art\u00e9ria aorta que permite a passagem de sangue arterial do t\u00f3rax para o abd\u00f3men.<\/p>\n<p>Al\u00e9m destas rela\u00e7\u00f5es, \u00e9 de salientar que o diafragma, dada a sua posi\u00e7\u00e3o anat\u00f3mica, tem conex\u00f5es com \u00f3rg\u00e3os tor\u00e1cicos e abdominais, sendo eles: cora\u00e7\u00e3o, pulm\u00f5es, es\u00f3fago, est\u00f4mago, duodeno, f\u00edgado, ba\u00e7o, intestino grosso (\u00e2ngulos hep\u00e1tico e espl\u00eanico) e rins.<\/p>\n<p>Considerando todas as caracter\u00edsticas do diafragma e as suas intera\u00e7\u00f5es compreende-se que um mecanismo diafragm\u00e1tico disfuncional possa causar problemas \u00e0 dist\u00e2ncia. Os sintomas podem ir da esfera g\u00e1strica (refluxo) \u00e0 esfera psicol\u00f3gica (depress\u00e3o e ansiedade), da esfera ortop\u00e9dica (dor na regi\u00e3o lombar) \u00e0 neurol\u00f3gica (descoordena\u00e7\u00e3o neuromuscular) e da esfera vascular \u00e0 esfera linf\u00e1tica (comprometimento da circula\u00e7\u00e3o de flu\u00eddos). De forma bidirecional, altera\u00e7\u00f5es das estruturas \u00f3sseas, musculares, neurol\u00f3gicas, fasciais, vasculares e linf\u00e1ticas tamb\u00e9m se podem repercutir sobre o diafragma.<\/p>\n<p>Em osteopatia, como se considera sempre a unidade corporal, o diafragma \u00e9 sempre avaliado em contexto cl\u00ednico e, em caso de disfun\u00e7\u00e3o, \u00e9 tratado com t\u00e9cnicas espec\u00edficas que visam restituir a funcionalidade normal deste m\u00fasculo e promover o retorno do organismo ao seu estado de homeostasia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Autora:<\/strong> Dra. Clara Sousa, Osteopata<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bordoni, B., &amp; Pellegrini, M. V. (2023). <em>Osteopathic Manipulative Treatment: 5 Diaphragm Procedure<\/em>.<\/p>\n<p>Bordoni, B., Walkowski, S., Escher, A., &amp; Ducoux, B. (2022). The Importance of the Posterolateral Area of the Diaphragm Muscle for Palpation and for the Treatment of Manual Osteopathic Medicine. In <em>Complementary Medicine Research<\/em> (Vol. 29, Issue 1, pp. 74\u201382). S. Karger AG. https:\/\/doi.org\/10.1159\/000517507<\/p>\n<p>Fran\u00e7ois, R. (2007). <em>Tratamiento osteop\u00e1tico de las algias del raquis tor\u00e1cico<\/em>.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]O diafragma \u00e9 uma estrutura m\u00fasculo-tendinosa, com dupla c\u00fapula, que separa a caixa tor\u00e1cica da cavidade abdominal. \u00c9 considerado o principal m\u00fasculo da respira\u00e7\u00e3o, sendo-lhe atribu\u00edda 70 a 75% da fun\u00e7\u00e3o inspirat\u00f3ria e tendo uma elevada capacidade de contra\u00e7\u00e3o, contraindo cerca de 20\u00a0000 vezes ao longo do dia. 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