{"id":8525,"date":"2022-04-21T09:38:56","date_gmt":"2022-04-21T09:38:56","guid":{"rendered":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/importancia-da-tecnica-de-corrida-na-prevencao-de-lesoes\/"},"modified":"2022-04-21T09:38:56","modified_gmt":"2022-04-21T09:38:56","slug":"importancia-da-tecnica-de-corrida-na-prevencao-de-lesoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/importancia-da-tecnica-de-corrida-na-prevencao-de-lesoes\/","title":{"rendered":"IMPORT\u00c2NCIA DA T\u00c9CNICA DE CORRIDA NA PREVEN\u00c7\u00c3O DE LES\u00d5ES"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]Quando corremos, nunca pensamos muito no que \u00e9 realmente correr. Simplesmente pomos um p\u00e9 a seguir ao outro e seguimos no nosso passo. No entanto, e independentemente do n\u00edvel ou velocidade a que corremos, existem alguns pormenores a ter em aten\u00e7\u00e3o para alcan\u00e7armos a t\u00e9cnica de corrida mais eficiente, aquela que nos permite gastar menos energia para a mesma velocidade.<\/p>\n<p>Uma boa t\u00e9cnica de corrida significa uma corrida mais r\u00e1pida, eficiente e suave, com menor risco de les\u00e3o.<\/p>\n<p>Como cada corredor tem a sua t\u00e9cnica ou estilo de corrida individual, devido \u00e0 individualidade da postura, for\u00e7a ou mobilidade, n\u00e3o existe um padr\u00e3o fixo de corrida a alcan\u00e7ar, mas sim algumas guias para evitar gestos prejudiciais.<\/p>\n<p>Para conseguir ter uma boa t\u00e9cnica de corrida, primeiro \u00e9 imprescind\u00edvel capacidade f\u00edsica para a realizar, desde a capacidade cardiorrespirat\u00f3ria como a n\u00edvel muscular e articular. Esta capacidade consegue-se atrav\u00e9s do refor\u00e7o muscular e de mobilidade que dever\u00e1 estar sempre associado a um plano completo de treino de corrida.<\/p>\n<p>De seguida iremos abordar alguns dos pontos chave a ter em considera\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Estabilidade<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O core abdominal dever\u00e1 ter a capacidade de estabilizar todo o corpo na passada, no momento de voo e no momento de apoio, onde o impacto \u00e9 maior. Este permite controlar os movimentos entre os membros superiores e inferiores com dissocia\u00e7\u00e3o entre a cintura p\u00e9lvica e os ombros.<\/p>\n<p>Nos membros inferiores tamb\u00e9m devemos ter em considera\u00e7\u00e3o a for\u00e7a dos gl\u00fateos para facilitar a impuls\u00e3o e estabilidade da anca.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos gl\u00fateos, devemos ter uma boa estabilidade tamb\u00e9m no ponto de apoio, neste caso nos p\u00e9s, para facilitar a dissipa\u00e7\u00e3o e transfer\u00eancia de energia na passada e prevenir les\u00f5es no caso de terrenos irregulares.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mobilidade<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Outro requisito para uma boa t\u00e9cnica de corrida \u00e9 uma boa mobilidade articular e muscular. \u00c9 necess\u00e1ria sobretudo uma extens\u00e3o da anca sem restri\u00e7\u00e3o para uma melhor a\u00e7\u00e3o dos gl\u00fateos, uma boa capacidade dos isquiotibiais permitirem a abertura da passada e uma boa mobilidade dos p\u00e9s para o trabalho livre no momento da rece\u00e7\u00e3o ao solo e impuls\u00e3o da passada.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>T\u00e9cnica<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo que se trabalha a parte f\u00edsica, devemos come\u00e7ar a treinar a t\u00e9cnica de corrida. Para isso podemos seguir as seguintes linhas de orienta\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>&#8211; Apoio do m\u00e9dio-p\u00e9<\/strong>: devemos favorecer o apoio total do p\u00e9 no momento de rece\u00e7\u00e3o ao solo. \u00c9 importante o apoio completo do p\u00e9 para melhor dissipa\u00e7\u00e3o e resposta \u00e0s for\u00e7as de impacto da passada mas \u00e9 de evitar o impacto prim\u00e1rio do calcanhar, pois a \u00e1rea de apoio \u00e9 menor, mais inst\u00e1vel e com menos elasticidade do que o m\u00e9dio-p\u00e9, particularmente se esse apoio se der excessivamente \u00e0 frente do centro de massa do corpo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8211; <strong>Cad\u00eancia entre os 170 e os 180 passos por minuto<\/strong>: embora n\u00e3o exista um n\u00famero ideal, considera-se que a corrida \u00e9 mais eficiente neste intervalo. Com o aumento da velocidade a cad\u00eancia pode tamb\u00e9m aumentar. Para gerir este n\u00famero podemos fazer a contagem de passos num dado momento do treino \u2013 por exemplo contar 90 passos a cada 30 segundos ou utilizar um metr\u00f3nomo com um ritmo tamb\u00e9m entre os 170 ou 180 BPM e acompanhar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8211; <strong>Eleva\u00e7\u00e3o do joelho e p\u00e9<\/strong>: a maneira mais simples de elevar as pernas ou fazer uma passada circular, sem desequilibrar para a frente ou para tr\u00e1s, \u00e9 imaginar uma bola ou ovo atr\u00e1s do joelho e apertar ligeiramente. A quantidade de eleva\u00e7\u00e3o dos p\u00e9s e joelhos depende da velocidade da passada mas deve sempre manter um movimento circular, sem arrastar a ponta do p\u00e9.<\/p>\n<p>Existem um vasto conjunto de vari\u00e1veis na t\u00e9cnica de corrida que n\u00e3o ser\u00e3o desenvolvidas neste texto, como por exemplo o tempo de contacto no solo, o tempo de voo, o comprimento da passada.<\/p>\n<p>De referir tamb\u00e9m a import\u00e2ncia do cal\u00e7ado e a influ\u00eancia que este tem na t\u00e9cnica, sendo que dever\u00e1 ser adequado tanto \u00e0s caracter\u00edsticas pr\u00f3prias como \u00e0s capacidades do corredor.<\/p>\n<p>Na grande maioria dos casos, a t\u00e9cnica de corrida \u00e9 algo que demora tempo e necessita de bastante treino para aperfei\u00e7oar.<\/p>\n<p>\u00c9 natural que ao treinar a t\u00e9cnica surjam algumas dores musculares pouco habituais e \u00e9 fundamental respeitar o tri\u00e2ngulo chave da performance desportiva, descanso\/sono-alimenta\u00e7\u00e3o-treino.[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]Quando corremos, nunca pensamos muito no que \u00e9 realmente correr. 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