{"id":8597,"date":"2021-07-30T13:32:32","date_gmt":"2021-07-30T13:32:32","guid":{"rendered":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/exercicioesaude\/"},"modified":"2021-07-30T13:32:32","modified_gmt":"2021-07-30T13:32:32","slug":"exercicioesaude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/exercicioesaude\/","title":{"rendered":"Exerc\u00edcio \u00e9 sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]<strong>Exerc\u00edcio \u00e9 sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<p>Em todo o lado se ouve express\u00f5es como \u201cFazer exerc\u00edcio faz bem \u00e0 sa\u00fade\u201d vindas de quem compreende (ou n\u00e3o) do assunto. Mas ser\u00e1 mesmo assim? Ser\u00e1 que exerc\u00edcio \u00e9 mesmo um promotor de sa\u00fade? Ser\u00e1 que o exerc\u00edcio apenas apresenta benef\u00edcios na vida das pessoas? Ou ser\u00e1, de forma injusta, uma adjetiva\u00e7\u00e3o um pouco exc\u00eantrica que atribu\u00edmos?<\/p>\n<p>Bem, antes de mais, \u00e9 necess\u00e1rio perceber o que \u00e9 sa\u00fade. A OMS define sa\u00fade como sendo \u201cUm pleno estado de bem-estar f\u00edsico, psicol\u00f3gico e social, e n\u00e3o apenas a aus\u00eancia de doen\u00e7as\u201d. Ou seja, sa\u00fade \u00e9 um estado bem mais complexo do que a import\u00e2ncia que lhe damos. Significa que, do ponto de vista f\u00edsico, por exemplo, a aus\u00eancia de uma patologia n\u00e3o significa necessariamente sa\u00fade. E isso \u00e9 um pormenor que faz toda a diferen\u00e7a.<\/p>\n<p>Gostaria ainda de fazer a distin\u00e7\u00e3o entre exerc\u00edcio f\u00edsico, atividade f\u00edsica e desporto. Desporto envolve necessariamente competi\u00e7\u00e3o. Para dar um exemplo, fazer um jogo de futebol entre amigos \u00e9 considerado desporto. \u00c9 uma atividade desportiva, envolve competi\u00e7\u00e3o, mesmo que de forma amig\u00e1vel. Atividade f\u00edsica \u00e9 toda e qualquer atividade planeada, mas sem um objetivo espec\u00edfico a ser concretizado (dentro do que s\u00e3o os par\u00e2metros do exerc\u00edcio). Mais uma vez, um exemplo poder\u00e1 ser a caminhada. Geralmente, o objetivo que se atribui \u00e0s caminhadas ser\u00e1: emagrecer, ser menos sedent\u00e1rio, \u201cdesgastar\u201d. S\u00e3o todos objetivos planeados, por\u00e9m nenhum se enquadra nos par\u00e2metros que est\u00e3o limitados ao exerc\u00edcio f\u00edsico: aumentar a capacidade contr\u00e1til do m\u00fasculo.<\/p>\n<p>Eu gosto de comparar o exerc\u00edcio a um medicamento, mas ao inv\u00e9s de curar alguma coisa, tem como principal fun\u00e7\u00e3o a preven\u00e7\u00e3o. E, tal como um f\u00e1rmaco, tem uma margem de seguran\u00e7a, uma dose perfeita para atuar. Se for a menos pode n\u00e3o fazer efeito, se for a mais pode criar complica\u00e7\u00f5es graves. De salientar que esta dosagem \u00e9 medida com diversos fatores, desde carga, repeti\u00e7\u00f5es, tempo de descanso\u2026<\/p>\n<p>Pensando apenas na parte f\u00edsica (e aqui refiro-me a todos os componentes do corpo humano, desde ossos, m\u00fasculos, articula\u00e7\u00f5es, ligamentos, etc), o exerc\u00edcio estimula, de forma direta, a contra\u00e7\u00e3o muscular. Se a dose do treino for baixa, essa contratilidade \u00e9 reduzida e pode n\u00e3o trazer benef\u00edcios. J\u00e1 o inverso, uma dosagem elevada, pode trazer degrada\u00e7\u00e3o de alguns tecidos. Por exemplo, um exerc\u00edcio com carga superior \u00e0 carga toler\u00e1vel pelo m\u00fasculo, vai fazer transfer\u00eancias de energia para a articula\u00e7\u00e3o. De uma forma simples, a articula\u00e7\u00e3o vai suportar a parte da carga que o m\u00fasculo n\u00e3o suporta, podendo levar \u00e0 sua degrada\u00e7\u00e3o. Pior do que isto, \u00e9 o facto de a articula\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser um tecido regenerativo (ao contr\u00e1rio do tecido muscular) e por esse mesmo motivo, ap\u00f3s degradar, n\u00e3o h\u00e1 \u201ccura\u201d. Ent\u00e3o o segredo est\u00e1 precisamente na \u201cpreven\u00e7\u00e3o\u201d e nesse aspeto, o exerc\u00edcio, desde que adequado \u00e0 pessoa que o pratica, \u00e9 um forte aliado.<\/p>\n<p>Virando agora o foco para a parte psicol\u00f3gica, j\u00e1 escrevi alguns posts em rela\u00e7\u00e3o ao stress e sua interliga\u00e7\u00e3o com o exerc\u00edcio. J\u00e1 se chegou \u00e0 conclus\u00e3o da import\u00e2ncia do exerc\u00edcio na sa\u00fade mental das pessoas. No entanto, e mais uma vez, a dosagem do treino \u00e9 importante. O processo de treino \u00e9, tamb\u00e9m ele, stress. Treinar de forma pouco adequada pode incrementar esses n\u00edveis de stress e entrar num estado patol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Na verdade, o aspeto (dos tr\u00eas mencionados) que o exerc\u00edcio tem menos preponder\u00e2ncia \u00e9 na parte social, pois poder\u00e1 ter import\u00e2ncia ou n\u00e3o dependendo do tipo de atividade que se pratica (aulas de grupo ou individuais).<\/p>\n<p>Com isto, e de forma a responder \u00e0s quest\u00f5es iniciais, claramente que o exerc\u00edcio f\u00edsico \u00e9 um promotor da sa\u00fade na sua generalidade. Infelizmente a vis\u00e3o que existe do exerc\u00edcio f\u00edsico \u00e9, na realidade, desporto ou atividade f\u00edsica. N\u00e3o significa, com isto, que tanto um conceito como outro sejam um conjunto de pontos negativos. Obviamente que n\u00e3o, tamb\u00e9m a atividade f\u00edsica e o desporto promovem a redu\u00e7\u00e3o do sedentarismo, ajudam a prevenir doen\u00e7as do foro card\u00edaco, respirat\u00f3rio, entre outros. Por\u00e9m, e conv\u00e9m salientar, para podermos considerar sa\u00fade, apenas o exerc\u00edcio f\u00edsico equilibrado e prescrito consoante as necessidades e capacidades pode ser visto como tal. Da\u00ed, termino com algumas palavras pessoais:<\/p>\n<p>Exerc\u00edcio n\u00e3o faz necessariamente bem. Fazer exerc\u00edcio bem \u00e9 que faz bem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Autores:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.osteoperformance.pt\/member\/josegoncalves\/\">Jos\u00e9 Gon\u00e7alves<\/a> &#8211; Prescri\u00e7\u00e3o de Exerc\u00edcio e Treino Personalizado<\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: 9px;\">Bibliografia<\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 9px;\">Dunn, A. T. (2005). Exercise treatment depression efficacy and dose response.\u00a0American Journal of Preventive Medicine, pp. 1-8.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 9px;\">Samulski, D. &amp;. (1996). A import\u00e2ncia da atividade f\u00edsica para a sa\u00fade e a qualidade de vida.\u00a0Revista de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e Desporto., pp. 60-70.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 9px;\">Silva, T. R. (2021). O treinamento de for\u00e7a como aliado no tratamento de pacientes com osteoartrite.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 9px;\">Messier, S. P. (2021). Effect of high-intensity Strength training on knee pain and knee joint compressive forces among adults with knee osteoarthritis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 9px;\">Maestroni, L. (2020). The benefits of strength training on musculoskeletal system health: practical apllications for interdisciplinary care.<\/span><\/p>\n<p>[\/vc_column_text][vc_btn title=&#8221;Marcar consulta&#8221; size=&#8221;lg&#8221; align=&#8221;left&#8221; custom_onclick=&#8221;true&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Fwww.osteoperformance.pt%2Fmarcarconsulta&#8221; custom_onclick_code=&#8221;window.history.back()&#8221;][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]Exerc\u00edcio \u00e9 sa\u00fade Em todo o lado se ouve express\u00f5es como \u201cFazer exerc\u00edcio faz bem \u00e0 sa\u00fade\u201d vindas de quem compreende (ou n\u00e3o) do assunto. Mas ser\u00e1 mesmo assim? Ser\u00e1 que exerc\u00edcio \u00e9 mesmo um promotor de sa\u00fade? Ser\u00e1 que o exerc\u00edcio apenas apresenta benef\u00edcios na vida das pessoas? 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