{"id":8624,"date":"2016-06-13T12:20:29","date_gmt":"2016-06-13T12:20:29","guid":{"rendered":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/dorposteriornapernaroturamuscularoutendinitedoaquiles\/"},"modified":"2016-06-13T12:20:29","modified_gmt":"2016-06-13T12:20:29","slug":"dorposteriornapernaroturamuscularoutendinitedoaquiles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/dorposteriornapernaroturamuscularoutendinitedoaquiles\/","title":{"rendered":"Dor posterior na perna: Rotura Muscular ou Tendinite do Aquiles?"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]A dor posterior na perna, vulgarmente conhecida como dor na \u201cbarriga da perna\u201d \u00e9 um problema que afeta desde pessoas sedent\u00e1rias at\u00e9 a atletas, independentemente do sexo e idade que apresentam. Com um in\u00edcio frequentemente insidioso, as suas causas s\u00e3o numerosas derivado das in\u00fameras estruturas e condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas que podem originar dor nesta regi\u00e3o, o que torna o diagn\u00f3stico mais complicado do que inicialmente se pode considerar.<\/p>\n<p>N\u00c3O, nem todas as dores que afetam a parte posterior da perna prov\u00eam dos gastrocn\u00e9mios (conhecidos por \u201cg\u00e9meos\u201d) ou do tend\u00e3o de Aquiles!!<\/p>\n<p>\u00c9 frequente depararmo-nos com \u201cdiagn\u00f3sticos de livro\u201d. Os que se fazem sem avaliar corretamente o utente e que pelos sintomas que o utente nos conta rapidamente nos vem \u00e0 cabe\u00e7a um nome para os etiquetar.<\/p>\n<p>No entanto, a exist\u00eancia de muitas estruturas que podem originar dor na parte posterior da perna e a ambiguidade por vezes dos sintomas podem representar um dilema para os profissionais de sa\u00fade, exigindo um conhecimento profundo da anatomia e da biomec\u00e2nica da extremidade inferior, a sua rela\u00e7\u00e3o com o restante corpo, o gesto t\u00e9cnico que por vezes pode estar na origem da les\u00e3o, bem como escutar atentamente toda a informa\u00e7\u00e3o que o utente nos transmite pois pode ser essencial para um correto diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p><strong><em>Por isso, nas consultas de Fisioterapia\/Osteopatia da Osteo Performance 360\u00ba, depois de uma s\u00e9rie de perguntas fundamentais de modo a criar um hist\u00f3rico de dor do utente, em seguida \u00e9 efetuado uma an\u00e1lise pormenorizada quer do local da dor, quer de outras componentes que podem estar a influenciar a presen\u00e7a desta condi\u00e7\u00e3o cl\u00ednica.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Olhando agora para o \u201cpequeno mundo\u201d das estruturas que podem originar dor na parte posterior da perna podemos dividi-las em grandes grupos (m\u00fasculos, tend\u00f5es, vasos sangu\u00edneos, nervos), por\u00e9m \u00e9 importante olhar esta regi\u00e3o como sendo um \u201cgrande cilindro\u201d em que todas as estruturas est\u00e3o rodeadas por uma membrana, tendo por isso uma rela\u00e7\u00e3o direta entre si, mesmo que esta seja apenas por contacto entre as estruturas.<\/p>\n<p>Vamos ent\u00e3o come\u00e7ar a desmontar o cilindro por grupos, onde primeiramente, e sendo o que as pessoas mais associam quando t\u00eam dor nesta regi\u00e3o, iremos ver a componente musculo-tendinosa que est\u00e1 dentro do \u201ccilindro\u201d e que pode originar dor\/incapacidade. Aos famosos \u201cg\u00e9meos\u201d (gastrocn\u00e9mios) iremos ent\u00e3o adicionar o solear, que juntos v\u00e3o compor na sua parte final o tend\u00e3o de Aquiles, e ainda o plantar delgado, o tibial posterior, o flexor profundo dos dedos e o flexor longo do h\u00e1lux. Agora retiramos de dentro do cilindro as art\u00e9rias tibiais posteriores, veias tibiais posteriores e veia safena que quando comprometidas podem originar dor bastante incapacitante nesta regi\u00e3o. <strong><em>Sabia que no caso das Art\u00e9rias e Veias a Osteopatia tem t\u00e9cnicas que o podem ajudar a resolver o seu problema num curto espa\u00e7o de tempo?!<\/em><\/strong> Por \u00faltimo fica-nos a faltar a componente nervosa, onde os nervos surais e tibiais t\u00eam um papel importante pois quando se encontram em compress\u00e3o pela componente muscular originam tamb\u00e9m eles dor na parte posterior.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o chegava o que temos dentro deste \u201ccilindro\u201d, existem outras condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas que podem dar sintomas incapacitantes nesta regi\u00e3o provenientes de estruturas mais distantes, como \u00e9 o caso das patologias que comprometem o trajeto do nervo ci\u00e1tico e da s\u00edndrome de aprisionamento da art\u00e9ria popl\u00edtea, este \u00faltimo ao n\u00edvel do joelho.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo existem mais tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas que est\u00e3o na origem de dor na parte posterior da perna, duas delas mais agudas e outra situa\u00e7\u00e3o que pode tornar-se mais cr\u00f3nica. A primeira condi\u00e7\u00e3o s\u00e3o as c\u00e3ibras musculares que s\u00e3o causadas por um desequil\u00edbrio eletrol\u00edtico em grande maioria das vezes. <strong><em>Nestes casos o aconselhamento Nutricional \u00e9 fundamental de modo a minimizar o aparecimento destes desequil\u00edbrios<\/em><\/strong>. Outra condi\u00e7\u00e3o bastante conhecida \u00e9 a dor muscular p\u00f3s esfor\u00e7o, conhecida como Dor Muscular Tardia ou DOMS (Delayed Onset Muscle Soreness), que contrariamente ao que se pensa n\u00e3o \u00e9 causada por acumula\u00e7\u00e3o de \u00e1cido l\u00e1tico nos m\u00fasculos.\u00a0 Segundo os fisiologistas, a DOMS deve-se, na verdade, \u00e0 inflama\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas musculares, que resulta da aflu\u00eancia de gl\u00f3bulos brancos, prostaglandinas e outros nutrientes e fluidos at\u00e9 aos m\u00fasculos para reparar o dano provocado pelo treino intenso. Em \u00faltimo temos o S\u00edndrome Compartimental que resulta do aumento do volume muscular durante o exerc\u00edcio e\/ou do processo inflamat\u00f3rio inerente ao esfor\u00e7o, que em casos de pouca flexibilidade da membrana que envolve o \u201ccilindro\u201d faz com que ocorra compress\u00e3o da componente v\u00e1sculo-nervosa, que \u00e9 fundamental para o bom funcionamento muscular e pode originar uma dor de aumento progressivo.<\/p>\n<p><strong><em>Nestas 3 \u00faltimas condi\u00e7\u00f5es, a Massagem Desportiva da Osteo Performance 360\u00ba pode ser um complemento fundamental para uma r\u00e1pida recupera\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o de recorr\u00eancia deste tipo de situa\u00e7\u00f5es.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Finalizando, como podem observar a dor na parte posterior da perna pode ser muito mais que uma \u201csimples\u201d les\u00e3o no g\u00e9meo ou no Aquiles. Quando esta situa\u00e7\u00e3o lhe acontecer n\u00e3o espere que passe com o tempo, pois a \u00fanica coisa que passa com o tempo \u00e9 a Vida e mesmo essa deixa marcas no organismo.<\/p>\n<p>Procure a ajuda\/aconselhamento dos melhores profissionais de sa\u00fade e n\u00e3o se contente com o diagn\u00f3stico que \u00e9 feito no \u201cmeio da rua\u201d.<\/p>\n<p>Osteo Performance 360\u00ba ao seu dispor para juntos cuidarmos da sua sa\u00fade e melhorar a sua performance.<\/p>\n<p><strong>Autor: <a href=\"https:\/\/www.osteoperformance.pt\/member\/brunoferreira\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Dr. Bruno Ferreira \u2013 Osteopatia\/Fisioterapia<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"font-size: 10px;\">Bibliografia:<\/span><\/strong><\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"font-size: 10px;\">Brewer RB, Gregory AJM, Chronic Lower Leg Pain in Athletes: A guide for the differentil diagnosis, evaluation and treatment, Sports Health 2012 vol.4 n\u00ba2, 121-127<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 10px;\">Kraemer WJ, Ratamess NA. Hormonal responses and adaptations to resistance exercise and training. Sports Med 2005;35:339-361.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 10px;\">Cheung K, Delayed Onset Muscle Soreness, Sports Medicine, J Diabetes Investig. 33(2):145-164, Fevereiro 2003<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p>[\/vc_column_text][vc_btn title=&#8221;Marcar consulta&#8221; size=&#8221;lg&#8221; align=&#8221;left&#8221; custom_onclick=&#8221;true&#8221; link=&#8221;url:https%3A%2F%2Fwww.osteoperformance.pt%2Fmarcarconsulta&#8221; custom_onclick_code=&#8221;window.history.back()&#8221;][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row][vc_column][vc_column_text]A dor posterior na perna, vulgarmente conhecida como dor na \u201cbarriga da perna\u201d \u00e9 um problema que afeta desde pessoas sedent\u00e1rias at\u00e9 a atletas, independentemente do sexo e idade que apresentam. Com um in\u00edcio frequentemente insidioso, as suas causas s\u00e3o numerosas derivado das in\u00fameras estruturas e condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas que podem originar dor nesta regi\u00e3o, o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[7,1],"tags":[],"class_list":["post-8624","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","category-oste360"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8624","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8624"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8624\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8624"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8624"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/web.weboost.pt\/osteo360\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8624"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}